MENSAGEM DO PRESIDENTE

O cooperativismo é uma sociedade de pessoas que tem como objetivo principal o resultado econômico, mantendo-se sempre fiel à doutrina cooperativista de contribuir para o desenvolvimento social e ambiental das comunidades. E para a Certel, que há mais de meio século está inserida em 47 municípios dos Vales do Taquari, Caí, Rio Pardo, Paranhana e Encosta Superior do Nordeste, com um quadro social superior a 60 mil associados, esta tem sido a sua missão.

Seja pela geração e distribuição de energia elétrica, pelas lojas, pelo viveiro de mudas, pelo provedor de internet, pela indústria de artefatos de cimento e demais serviços, queremos nos manter cada vez mais conectados com você.

O espírito cooperativista é essencial para que um número cada vez maior de pessoas possa usufruir de uma melhor qualidade de vida.

Este site serve de instrumento para que você possa se atualizar quanto às atividades desenvolvidas tanto pela Certel quanto pela Certel Energia. Novos investimentos estão previstos e, certamente, serão essenciais para que as regiões abrangidas possam continuar com um bom ritmo de crescimento.

Um abraço,

Direção da Certel

NOSSA HISTÓRIA

Certel

A história da civilização está repleta de pessoas que acreditavam em algo que, aos olhos alheios, parecia improvável. Reinoldo Aschebrock foi uma destas pessoas.

Nascido em 1908, em Teutônia, Reinoldo era um homem à frente de seu tempo, destinado a mudanças que se perpetuam até os dias de hoje.

Com 13 anos, Reinoldo começou a frequentar o curso noturno, estudando por conta própria os princípios da eletricidade e da energia elétrica, valendo-se de livros editados na Alemanha, Suíça e Brasil.

A motivação para a busca de novas informações provinha do trabalho com a miniusina hídrica instalada na propriedade de seu pai. Foi lá que Reinoldo, alguns anos depois, rebobinando um pequeno gerador de 600 Watts, conseguiu ampliar a teoria própria que extraíra de seus livros.

Aos 41 anos, ele ainda sonhava com uma usina hidrelétrica para abastecer a região. Porém, o sistema tinha um custo de manutenção muito elevado. Mesmo com tantas dificuldades, esse sonho se concretizaria mais tarde.

No início da década de 50, o cenário socioeconômico na região do Alto Taquari não era diferente daquele encontrado em quase toda a imensidão do território brasileiro. A iluminação nas pequenas cidades era deficiente e os benefícios da energia elétrica não chegavam à grande maioria da população existente no meio rural.

Porém, em algumas regiões foi possível um desenvolvimento maior do que a média nacional, principalmente onde as colonizações europeias legaram um bem de valor inestimável: o espírito empreendedor e o trabalho associativo. Teutônia, com certeza, foi uma das cidades onde o associativismo tomou forma.

Reinoldo liderou um grupo de moradores da Vila que, após um ano e meio de muito trabalho, na base da pá e picareta, viu surgir a barragem. Os próprios agricultores também trabalharam no levantamento dos postes e na ligação dos fios de energia.

Em 24 de janeiro de 1950, a usina, com 75 kVA, entrou em funcionamento, atendendo a usuários da Vila e arredores. Mais tarde, outra usina foi construída, passando a população de Teutônia a contar com uma potência instalada de 150 kVA - o suficiente para suprir de energia elétrica todas as residências do distrito de Teutônia.

Porém, os problemas se avolumaram, e mais usuários desejavam energia em suas casas. Em 1955, Reinoldo Aschebrock dirigiu-se a Porto Alegre, como já havia feito em outras ocasiões, para pedir o apoio de Odyr Thiesen (Engenheiro que ocupava o cargo de Diretor da CEEE na época). Nesse novo encontro, Reinoldo recebeu o apoio que necessitava para fundar uma cooperativa.

O cooperativismo foi uma alternativa capaz de modificar o quadro de escuridão em que se encontrava a maioria dos lares no meio rural e em pequenas cidades.

Estava nascendo uma das maiores Cooperativas de Eletrificação Rural da América Latina. Assim, em 19 de fevereiro de 1956, era criada a então Cooperativa de Eletricidade Rural de Teutônia Ltda. - Certel, tendo Reinoldo Aschebrock como seu primeiro presidente. O forte perfil e método habitual de trabalho que Reinoldo imprimia durante sua gestão permaneceram como legado aos seus sucessores. Obstinado, ele próprio costumava desempenhar várias tarefas dentro da organização.

Em 1966, Reinoldo achou melhor se afastar da presidência da cooperativa, deixando que outros também tivessem a oportunidade de contribuir para o crescimento da empresa. Ewaldo Ahlert assumiu a presidência interinamente até a eleição do novo presidente. Em 20 de outubro de 1966, em Assembleia Geral Extraordinária, Wilmuth Günther Richter foi escolhido para assumir a presidência da Certel. Muitas vezes, Wilmuth recorreu ao antigo presidente para esclarecer dúvidas. Wilmuth permaneceu na presidência até fevereiro de 1971.

Para os dirigentes da Certel, desde o início ficou claro que o cooperativismo era a melhor forma de congregar agricultores da região para levar adiante o programa de eletrificação rural e criar condições para o desenvolvimento regional.

Em abril de 1971, Egon Édio Hoerlle foi eleito presidente da cooperativa, que contava então com 584 sócios. Novas incorporações foram acrescentadas ao patrimônio da cooperativa, e o projeto de expansão estava sendo colocado em prática pela direção da Certel.

A cooperativa, pensando nos seus associados, em caráter pioneiro no país, concedeu o auxílio pecúlio (seguro de vida), no caso de morte de sócios ou cônjuges, no ano de 1974. Em abril de 1975, o crescimento era acelerado, tanto que fez com que ela ampliasse sua área de atuação, abrangendo a zona rural de 11 novos municípios. Ao final do ano, a cooperativa já contava com 6.766 associados.

Nos anos 80, a Certel revisou seus procedimentos gerenciais, passando a utilizar novas tecnologias de gestão, alcançando melhores níveis de desempenho técnico, econômico e financeiro.

Em 27 de março do mesmo ano, a cooperativa promoveu uma reforma estatutária e passou a denominar-se Cooperativa Regional de Eletrificação Teutônia Ltda. - CERTEL, principalmente pelo fato da cooperativa não ter apenas uma atuação meramente local, tendo expandido as suas atividades para além das fronteiras da região do Vale do Taquari. No início dos anos 90, a empresa, junto com as demais cooperativas de eletrificação do Estado, aderiu ao programa de autogestão e autocontrole, mantendo até hoje um desempenho que a coloca no “ranking” brasileiro entre as melhores distribuidoras de energia elétrica.

A partir de 1995, foi aprovada uma série de leis que regem o Setor Elétrico Brasileiro, nas atividades de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica. No mesmo ano, foi sancionada a Lei 9074/95, que ordena que as cooperativas de eletrificação rural devam separar jurídica e patrimonialmente as atividades típicas das atípicas.

A cooperativa também está presente no ramo de telecomunicações, através do provedor de acesso à internet banda larga, o Voe da CertelNet, criado em 1999 para atender a grande demanda de acesso à internet da própria cooperativa.

Em 2002, a Certel fez o maior investimento de sua história: a inauguração da Hidrelétrica Salto Forqueta e da Subestação de Canudos do Vale, que demandaram recursos superiores a 15,5 milhões de reais. Em 2005, a cooperativa continuou com seu projeto de geração de energia inaugurando a Hidrelétrica Boa Vista, que é uma obra de repotencialização. A hidrelétrica é responsável pelo fornecimento de energia elétrica para 1,3 mil residências.

Em 2006, a cooperativa comemorou com muito orgulho o seu cinquentenário. Pode até parecer que, em termos de história, 50 anos representam pouco tempo dentro de uma linha cronológica. Mas, para nós que somos a maior e a mais antiga cooperativa de eletrificação em atividade no País, poder comemorar o cinquentenário constitui motivo de imenso orgulho. Principalmente porque a trajetória que levou os homens idealistas e empreendedores a buscar alternativas de desenvolvimento socioeconômico é pródiga em exemplos de autêntico pioneirismo.

O ano de 2007 marcou o início de uma nova fase para a Certel. Para adequar-se às normas da legislação do Setor Elétrico Brasileiro, a Certel teve de separar as atividades de energia elétrica dos demais negócios (Lojas Certel, CertelNet, Geração de Energia e Certel Artefatos de Cimento).

Em 28 de setembro do mesmo ano, foi aprovada, em Assembleia Geral Extraordinária, a criação da Cooperativa de Distribuição de Energia Teutônia - Certel Energia, que entrou em vigor no dia 1º de maio de 2009, englobando as atividades de distribuição de energia elétrica da cooperativa. Desde esta mesma data, os demais negócios estão ligados à Cooperativa Regional de Desenvolvimento Teutônia - Certel.

RECONHECIMENTO PÚBLICO

A Certel vem recebendo o reconhecimento por sua atuação na gestão dos seus negócios e nas comunidades onde está inserida.

INCENTIVO AO ESPORTE

A Certel estimula a qualidade de vida de seus associados e familiares, promovendo interações interação com as comunidades.

RSPONSABILIDADE SOCIO AMBIENTAL

A Certel participa de ações sociais, ambientais, educacionais e culturais direcionadas aos associados, familiares e comunidade em geral.


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