Cooperativismo mundial celebra irmandade entre Nova Petrópolis e Sunchales

06 de Dezembro
Pauline Green (d) mostrou-se satisfeita

Pauline Green (d) mostrou-se satisfeita


Nova Petrópolis foi o centro do sistema cooperativista mundial no dia 30 de novembro. Nessa data, a Capital Nacional do Cooperativismo Brasileiro selou a irmandade com Sunchales, cidade que recebe o mesmo título na Argentina. Cerca de 600 pessoas de sete países participaram do evento de comemoração, que contou com palestrantes internacionais como a presidente da ACI Global, Dame Pauline Green, autoridade máxima do cooperativismo no mundo. A iniciativa foi organizada pelo Sescoop/RS, com apoio da Casa Cooperativa de Nova Petrópolis e Prefeitura local.

Amizade

O presidente da Casa Cooperativa de Sunchales e da Sancor Seguros, Raul Colombetti, lembrou Ivano Barberini (in memorian), que foi presidente da ACI Global e motivou a irmandade entre os dois municípios. “Hoje, podemos afirmar que não se realizou apenas uma irmandade que visa à troca de experiências, mas um círculo de amizade muito forte entre os novapetropolitanos e os sunchalenses”, ressaltou. 

União

Para o prefeito de Nova Petrópolis, Luiz Irineu Schenkel, é um orgulho para a cidade ser a Capital Nacional do Cooperativismo. “Isso se deve às pessoas que trabalham nas cooperativas do município. Nova Petrópolis sempre achou alternativas na união de forças e esse ato vai fortalecer a ação de cooperar”. O prefeito de Sunchales, Oscar Trinchieri, disse que a irmandade representa um capítulo na história do cooperativismo mundial. “Se formos capazes, isso poderá servir de exemplo e ser replicado no mundo todo”, acrescentou.

Aproximação

Conforme o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, criar um relacionamento entre as duas cidades significa estreitar relações entre cooperativas. “Sinaliza um processo de aproximação que vai começar a acontecer primeiro com intercâmbio de jovens, depois de técnicos e negócios entre cooperativas. É uma experiência nova e, acredito, que dará resultados a médio prazo, formando um cooperativismo mais intenso nas regiões”.

Satisfação

Dame Pauline Green afirmou que o evento é muito importante para o cooperativismo. “Senti a força dessa tradição em ambos os municípios, e esta irmandade inédita me deixa muito satisfeita. Vi o desenvolvimento de novas cooperativas e também essa filosofia sendo absorvida pelos jovens, que são o nosso futuro”. A presidente da ACI Global garantiu que voltará para ver de perto os frutos que a irmandade trará.

Integração

Para o presidente da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs), Vergilio Frederico Perius, quando se coopera e não se compete, é que há o símbolo da integração e da união. “Ao contrário da disputa na área do futebol, no lado cooperativo somos todos irmãos, nos sentimos perfeitamente integrados com a Argentina. Deve haver um estreitamento das relações culturais, das informações científicas e de troca de tecnologia”, sublinha.

Mudança

Esta forma de irmandade, segundo Perius, leva principalmente a um entendimento da gestão, da aprendizagem comum. “Que aquilo que for bom aqui e lá seja colhido por nós e repatriado a todos os países do mundo, socializando a informação. Quando se abraça essa causa, tem-se uma longa vida e contribuímos muito para a paz no mundo e para o crescimento e a felicidade das nações. O cooperativismo tem esse grande papel cultural de mudança de postura da sociedade que o mundo precisa hoje mais do que nunca”, avalia.

Palestras

O ciclo de palestras iniciou com a participação da presidente da Fundação Ivano Barberini, Silvia Barberini. Ela discorreu sobre a história da instituição que foi constituída em 2009, na Itália, com o objetivo de estudar a cooperação. Silvia apresentou ao público o livro escrito por seu pai, Ivano, que trabalhou durante quase 50 anos em prol da cooperação.
A segunda palestra da tarde foi ministrada por Mikel Lezamiz, diretor de difusão da Cooperativa de Mondragón, complexo cooperativo situado no país Basco, ao norte da Espanha. Manuel Mariño, diretor da ACI Américas, representando o presidente Ramón Imperial, palestrou sobre o “Cooperativismo nas Américas”. Mariño falou sobre a contribuição das cooperativas para uma globalização justa, e de que forma priorizam e valorizam o fator humano.

Presenças

Também participaram da celebração da irmandade os presidentes das Câmaras de Vereadores de Nova Petrópolis e Sunchales, Jerônimo Stahl Pinto e Horácio Bertóglio; o secretário de Obras do Estado e representante da governadora Yeda Crusius, César Luiz Baumgratz; o assessor parlamentar e representante do deputado federal Pepe Vargas, criador da Lei Federal que deu o título de Capital Nacional do Cooperativismo a Nova Petrópolis, Marcos Regelin; e o ex-vereador e criador da Lei Municipal de Capital Nacional do Cooperativismo a Nova Petrópolis, Jorge Lüdke.

História

Em 2006, o então presidente da ACI, Ivano Barberini, recebeu uma delegação de Sunchales para convidá-lo a participar da inauguração do “primeiro” monumento ao cooperativismo no mundo. Ao aceitar o convite, Barberini comentou que o referido monumento tratava-se do “segundo” e que o primeiro estaria na cidade de Nova Petrópolis, localizada no Sul do Brasil. Incentivou, então, que os argentinos de Sunchales fossem conhecer o tão representativo monumento ao cooperativismo, chamado “Força Cooperativa”, bem como a história e tradição cooperativista de Nova Petrópolis.
Após a inauguração do monumento em Sunchales, Nova Petrópolis recebeu a delegação argentina para conferir a data de fundação do primeiro monumento ao cooperativismo no mundo. De fato era mais antigo que o argentino, sendo inaugurado em 2002, na ocasião das comemorações do centenário da primeira cooperativa de Crédito da América Latina. Nesta visita, soube-se que Sunchales já possuía o título de Capital do Cooperativismo na Argentina, e foi sugerido que Nova Petrópolis também poderia conquistar tal título no Brasil. Foi o que aconteceu. Em 2007, por Lei Municipal; em 2008, por Lei Estadual; e em 2010, por Lei Federal, tornou-se a Capital Brasileira do Cooperativismo.

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